A caatinga é uma formação vegetal que podemos encontrar na região do semi-árido nordestino. Está presente também nas regiões extremo norte de Minas Gerais e sul dos estados do Maranhão e Piauí. A caatinga é típica de regiões com baixo índice de chuvas (presença de solo seco).
As principais características da caatinga são:
forte presença de arbustos com galhos retorcidos e com raízes profundas;
- presença de cactos e bromélias;
- os arbustos costumam perder, quase que totalmente, as folhas em épocas de seca (propriedade usada para evitar a perda de água por evaporação);
- as folhas deste tipo de vegetação são de tamanho pequeno;
Exemplos de animais que vivem na caatinga
A Fauna da caatinga, ao contrário do que muitos pensam, é muito rica. Existem centenas de espécies vivendo neste bioma. Podemos citar entre as principais:
- Veado-catingueiro- Preá
- Gambá
- Sapo-cururu
- Cutia
- Tatu-peba
- Ararinha-azul
- Asa-branca
Exemplos de vegetação da caatinga:
- Bromélias: caroá
- Cactos: mandacaru, xique-xique e xique-xique do sertão
Em função da criação de gado extensivo na região, pesquisadores estão alertando para a diminuição deste tipo de formação vegetação. Em alguns locais do semi-árido já são encontradas regiões com características de deserto.
ATUALMENTE, A CAATINGA POSSUI POUCO MAIS DA METADE DE SUA COBERTURA VEGETAL ORIGINAL
A caatinga brasileira já perdeu 53,62% de sua cobertura original, devido ao desmatamento. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a área também é a “mais vulnerável” aos efeitos das mudanças climáticas e corre sério perigo de desertificação
Problemas:
A desertificação, certamente, é uma das maiores preocupações dos poucos especialistas que estudam a caatinga. A devastação da vegetação para abastecer o pólo gesseiro causa o empobrecimento do solo, acarretando o problema. Além de transformar a região num deserto, o desmatamento traz como consequência a perda de uma biodiversidade que mal é conhecida. “Algumas espécies só existem na caatinga. Se essa devastação continuar, talvez nem chegaremos a estudá-las, ou sequer conhecê-las”, disse Ednilza Maranhão, professora de zoologia e pesquisadora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
Mesmo em áreas protegidas, ocorre a extração da madeira e, também, outro agravante: a caça. Segundo Maranhão, o Vale do Catimbau (PE) — área de proteção ambiental — sofre, além do desmate, com a presença de caçadores. “A caça é um problema cultural encrustrado tanto no povo carente quanto nos mais abastados. Ela diminui drasticamente a população de mamíferos e répteis.” A solução seria aumentar a fiscalização dentro dessas áreas. “Nesse parque, há apenas uma pessoa para cuidar de toda a área”, lamenta a pesquisadora.
Para sanar o problema de fiscalização no combate ao desmatamento, Pires disse que ações diretas e focadas, realizadas em conjunto com o IBAMA e a Polícia Rodoviária Federal, serão tomadas para diminuir desde a produção de carvão ilegal até seu transporte. “Estamos levantando as regiões mais críticas para operar de forma efetiva à coibir toda essa ilegalidade.”
Depois dessas ações imediatas que serão adotadas na PPCaatinga, Mauro Pires disse que o MMA dará início a outro plano mais amplo, que reunirá ações estratégicas de médio e longo prazo. “Nesse sentido, será inserido o fomento ao conhecimento científico como forma de desenvolvimento e conservação da região.”
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